Oliveira do Hospital: Deram negativo os três testes realizados à COVID-19 (com vídeo)
26 Março, 2020 5362 visualizações

Oliveira do Hospital: Deram negativo os três testes realizados à COVID-19 (com vídeo)

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Os três primeiros testes realizados a pessoas suspeitas de infeção por COVID- 19 no concelho de Oliveira do Hospital tiveram resultado negativo.

Em direto na Rádio Boa Nova, via Skype, o presidente do Município de Oliveira do Hospital sossegou a população, informando que, “neste momento, não há casos positivos no concelho”.

Na fase crítica da pandemia de COVID-19 no país, José Carlos Alexandrino confirmou esta manhã o falecimento, esta quarta, de uma “senhora de 83 anos” natural de Meruge, a quem foi diagnosticado o novo coronavírus, que “vivia “há já algum tempo em Coimbra com uma filha e o genro”. “Temos informação de que a senhora ultimamente não teve contactos no concelho. A senhora faleceu em Coimbra e frequentava uma IPSS”, referiu o autarca oliveirense, que apresentou as “condolências à família”.

Esta manhã, o autarca referiu, contudo que “não vale a pena entrarmos em pânico”. “Até ao momento, não temos nenhum caso positivo”. “Ainda ontem, um caso com que estávamos preocupados em Aldeia das Dez, deu negativo. No dia de ontem tivemos três testes. Um de Vila Franca da Beira que tinha um quadro sintomático com grande apneia e dois casos de Aldeia das Dez que deram negativo”, informou José Carlos Alexandrino a propósito dos primeiros testes de despiste ao novo coronavírus realizados a pessoas do concelho.

Para que o concelho de Oliveira do Hospital venha a registar “o impacto mínimo”, José Carlos Alexandrino, apela a que todos tenham “uma atitude responsável”.

Atualmente, no concelho encontram-se 18 pessoas em vigilância ativa, acompanhados pela delegada de saúde e médicos assistentes. “Tenham confiança!”, referiu o autarca. “Temos 61 pessoas de quarentena, das quais 39 regressaram do estrangeiro e 22 de outras zonas do país”, informou José Carlos Alexandrino, valorizando o “trabalho fantástico dos bombeiros voluntários, centro saúde, médicos, enfermeiros e da proteção civil”. “Eu próprio tenho falado com os que apresentam quadro clínico com febre, tosse e corpo dorido. Até agora os testes são negativos, não quer dizer que amanhã não possamos….. Estamos a fazer todos os esforços”, referiu ainda.

Para evitar o contágio, José Carlos Alexandrino, vai avançar com um despacho com vista ao fecho dos “cafés que pensam que têm a lei do lado deles”. “Quero alertar os cafés que devem fechar, não devem promover os ajuntamentos. Farei hoje um despacho, já que tenho competência dos horários do pequeno comércio, de abertura às 09h00 e fecho às 09h01. Não me importa quem goste e quem não goste. Na prática terão que estar fechados”, referiu.

“Continuamos a ver muita gente, nalgumas aldeias nas ruas como se o vírus não possa lá chegar. É uma atitude absolutamente irresponsável. Temos todos que combater estes comportamentos de risco”, disse também José Carlos Alexandrino, que já pediu à GNR para passar nessas aldeias, onde vai também avançar com mensagens sonoras. “As pessoas que têm trabalhos agrícolas não correm nenhum risco, não há problema nenhum. Podem ir, desde que no caminho não contactem ninguém. Estão ao ar livre”, esclareceu, informando que podem também sair para ir à farmácia e comprar bens essenciais.

Aos emigrantes, José Carlos Alexandrino apelou para que se resguardem, não se devendo expor, nem viajar. Caso optem por regressar ao concelho, o autarca garante que “são todos bem vindos, desde que cumpram as regras.” “O que queremos é que cumpram a quarentena e não vão visitar as suas famílias. Durante as viagens podem também apanhar o vírus”, avisou.

Questionado sobre a situação dos camionistas, José Carlos Alexandrino disse estar “apreensivo” porque “alguns têm sintomas de tosse e febre”.  Adiantou que, por recomendação do Gabinete de Crise, a maioria (sem sintomas) fica três ou quatro dias e tem acatado as recomendações. “Sairá um despacho que clarificará a situação dos motoristas” referiu o autarca à Rádio Boa Nova, notando porém que “não podemos parar o país, se não morremos à fome”. “Estamos a seguir muito atentamente todos os motoristas que chegam a Oliveira do Hospital. Muitos dizem que não contactam com as pessoas, apenas carregam as cargas e trazem as guias. Temos alguns motoristas no concelho com sintomas ligeiros, a esses temos dito para ficarem os 14 dias”, afirmou.

Na Rádio Boa Nova, José Carlos Alexandrino, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra garantiu estar em contacto com o governo, tendo em vista a realização de testes rápidos de despiste do novo Covid-19 de forma mais célere.

“A todos os oliveirenses apelo para que fiquem em casa. Em casa o vírus não vai entrar, nem vos vai matar”, concluiu o autarca, que assegurou que o município está também atento à situação dos lares, em particular dos utentes que se desloquem para hemodiálise e que terão que ficar em quarentena.

“Esta guerra é de todos nós, mas acredito que a vamos vencer. Eu gostaria que Oliveira do Hospital fosse um grande exemplo, em que quando chegássemos ao final fossemos dos concelhos com menos infetados. Isso para mim seria fantástico e para todos nós”.

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