Ministério Público arquivou inquérito sobre reconstrução da “Casa do Cantoneiro” na Felgueira Velha (com vídeo)
28 Janeiro, 2020 2291 visualizações

Ministério Público arquivou inquérito sobre reconstrução da “Casa do Cantoneiro” na Felgueira Velha (com vídeo)

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O presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, informou esta tarde sobre o arquivamento…

… do inquérito à reconstrução da “Casa do Cantoneiro” na Felgueira Velha, decorrente da denúncia da MAAVIM- Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões.


Ao lado do proprietário da habitação, José Manuel Soares Fernandes, o autarca oliveirense quis esta tarde “repor a verdade de muitas mentiras que têm sido ditas a propósito da reconstrução das primeiras habitações”. Tornou pública, por isso, a decisão do Ministério Público de “mandar arquivar os factos da denúncia da MAAVIM sobre a reconstrução da Casa do Cantoneiro em Felgueira Velha onde reside o Sr. José Manuel”.

“O senhor representante do MAAVIM fez vários filmes no facebook onde denunciava que esta casa não era de primeira habitação”, referiu José Carlos Alexandrino, lamentando que o responsável por aquele movimento e “alguma imprensa” tenham considerado o proprietário da casa como “vigarista”, e tenham denegrido o seu nome e imagem, assim como da sua esposa. O autarca destacou o facto de este ser o terceiro processo no âmbito da recuperação das casas de primeira habitação a ser arquivado.

Para José Carlos Alexandrino “é lamentável que estes processos tenham ficado sob suspeita”, quando todos os processos decorrem dentro da legalidade seja por parte do Município, seja por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), cuja presidente “é agora ministra”. “Na Câmara tem sido assim também com a conta solidária e com o programa de apoio às segundas habitações”, referiu. O autarca não tem dúvida de que “o objetivo foi criar um ambiente de suspeição”, de que também foi exemplo “o caso da casa do Senhor Germano com direito a reportagem televisiva”.

“Nada temos contra os estrangeiros residentes no concelho”, esclareceu ainda o presidente oliveirense, informando que o Município apoiou 12 famílias no processo de recuperação das primeiras habitações. “A Câmara trata todos por igual. Mas não pode deixar de lamentar que alguns queiram regras para portugueses, mas não queiram as mesmas regras para os estrangeiros”, referiu.

Àqueles que “tentam prejudicar estas famílias que viram as suas casas ardidas”, José Carlos Alexandrino desafia a que “prestem contas dos donativos e dos bens que lhes foram entregues, tal como a Câmara Municipal fez, tornado a lista pública”. Alexandrino diz nunca ter utilizado “métodos pidescos, denegrindo famílias inteiras como aldrabões” e, no final, “não pedindo desculpa às pessoas”, como no caso da Casa do Cantoneiro. Desafia por isso,  aqueles que “utilizam a politica partidária, para que se assumam como políticos nos palcos políticos e a serem candidatos, para que tenham consciência daquilo que valem”.

Esta tarde, José Manuel Soares Fernandes, proprietário da “Casa do Cantoneiro” congratulou-se pelo apoio dado pelo Município de Oliveira do Hospital e CCDRC aos que sofreram “o flagelo dos incêndios”. Lamentou que o representante da MAAVIM nunca o tenha procurado e, ao contrário, tenha denegrido a sua imagem e da esposa, atirando-o para o “ridículo” e prejudicando-o” moralmente e psicologicamente. “Ainda hoje sofro disso e não sei quando me vou recompor disso. “Quero-lhe dizer: se pertence a uma associação de apoio às vítimas que me viesse visitar e me viesse apoiar”, afirmou.

O proprietário da “Casa do Cantoneiro” disse que não tinha conhecimento de que a Judiciária “andava a indagar todo este processo”. “Nunca os vi. Este era um processo legal, carregado de honestidade”, comentou. Atendendo aos “danos morais e psicológicos” que o proprietário considera terem sido causado por Nuno Pereira, José Manuel Fernandes garante que tem a “intenção de lhe mover um processo”.


Em comunicado enviado esta tarde à Rádio Boa Nova, a MAAVIM informa ter  solicitado o pedido de abertura de instrução do inquérito. “O objetivo da MAAVIM, é o de todos terem o direito ao que perderam nos fatídicos Incêndios de outubro de 2017 e evitar que quem não tenha direito à reconstrução possa beneficiar indevidamente dos apoios do Estado”, refere o comunicado.

 

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