Alexandrino revela que no executivo (PSD) anterior ao seu foram atribuídos 55 subsídios no montante de 349 mil Euros às fábricas da Igreja
29 Junho, 2020 573 visualizações

Alexandrino revela que no executivo (PSD) anterior ao seu foram atribuídos 55 subsídios no montante de 349 mil Euros às fábricas da Igreja

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A polémica em torno do subsídio de 6600 Euros atribuído pelo Município de Oliveira do Hospital às fábricas da igreja levou o presidente da autarquia a revelar que o executivo anterior à sua chegada à Câmara,…

… liderado pelo PSD, atribuiu 55 subsídios, num valor total de 349 mil Euros às fábricas da igreja.

Foi com recurso a números bem visíveis que José Carlos Alexandrino informou dos subsídios que o seu antecessor no executivo municipal dirigiu às fábricas da igreja, depois ter sido acusado estar a subsidiar o salário de três padres do concelho, sendo mesmo notícia num jornal nacional.

Em reunião da Assembleia Municipal, realizada na sexta-feira à tarde, o autarca oliveirense, eleito pelo Partido Socialista considerou que o PSD, através da sua única vereadora no executivo, se “posicionou mal” ao votar contra o subsídio, porque “quem deu informação à senhora de que era para pagar os salários aos padres enganou-a”.  José Carlos Alexandrino viria, logo depois a dizer que “a verdade vem sempre ao de cima” e recordou a data de 9 de outubro de 2005, para lembrar o dia em que aconteceram eleições em Oliveira do Hospital e em que o PSD ganhou. Logo revelou, exibindo uma folha com números bem visíveis, que “entre 2004 a 2009 foram atribuídos 55 subsídios às fábricas da igreja”. “Será que atribuiu mal? Acredito que não”, considerou.

“De 2004 a 2009, atribuiu 349 mil Euros às fábricas da igreja. Atribuiu mal? Não me parece”, continuou o autarca, verificando que o protocolo que realizou e que determina a distribuição de 230 Euros para cada fábrica da igreja, com duplicação para a paróquia de Oliveira do Hospital “não é para pagar a padres”

“O PSD ao votar contra, posicionou-se mal”, considerou José Carlos Alexandrino, notando que “houve alguém que montou aqui um circo, quando até é o bispo que lhes (aos padres) paga o ordenado mínimo”. “Isto sairá caro ao PSD, por ter cavalgado uma mentira absolutamente ridícula. Até desculpo porque acredito que a senhora vereadora foi enganada”.

A propósito da relação com a Igreja, o autarca contou que, quando entrou para a Câmara Municipal, em 2010 foi convidado “para levar o pálio na festa de Sant’Ana. “Eu disse que não, porque disse que depois na minha aldeia logo iam reivindicar para que fizesse o mesmo”, contou, referindo também que foi falar na missa da igreja da sua aldeia a convite do pároco e que o fez com “simplicidade” e para fazer um balanço dos casos do Covid-19.

A polémica da atribuição do subsídio às fábricas da Igreja foi um dos temas dominantes da Assembleia Municipal que, devido à Covid-19, decorreu no Salão Multiusos da Obra D. Josefina da Fonseca.

Sérgio Minas, deputado do CDS-PP foi o primeiro, no período antes da Ordem do Dia, a questionar a política de atribuição de subsídios extraordinários seguida pelo Município, lembrando que, “nos anos de 2018 e 2019, respetivamente, atribuiu 740 mil euros  e 535 mil euros, o que representa 1 milhão e 275 mil Euros a associações, clubes, paróquias e IPSS para finalidades diversas”. “Não me interpretem mal, mas os pontos chaves a reter são a transparência de critérios e otimização de recursos”.

A esta intervenção, seguiram-se entretanto outras em defesa do executivo e do presidente José Carlos Alexandrino.

Para Carlos Inácio, deputado do PS, “não é aceitável, nem admissível, o que se está a passar neste momento”.  “Escondem-se anonimamente, com ataques sombrios e vis, à pessoa do senhor presidente que há vários anos tem mudado o modo de estar neste concelho. A Câmara Municipal é uma Câmara de porta aberta. Isto não é merecido o que se está passar. Entendo que há momentos de mudança e ataque-se de modo ignóbil. E quem o faz, faz esquecendo-se do passado. Eu espero que façam um ato de contrição e sejam católicos e mudem o comportamento”, referiu.

O jovem deputado socialista André Pereira, entende que “temos o dever de preservar o nosso património e funcionamento das infraestruturas do nosso concelho”. Quanto ao subsídio, acredita que “foram tomadas as devidas providências e que protocolo que vai realizar não deixará espaço para dúvidas”. “O PS é o primeiro a afirmar que as paróquias não são juntas de freguesia, este dinheiro pertence ao esforço dos contribuintes e não compete à Santa Igreja geri-lo. Dizem os textos sagrados em Mateus 22-21, a César o que é de César, a Deus o que é de Deus. Palavra da Salvação”, clarificou o jovem deputado.


Em jeito de resposta àquela foi a intervenção do deputado do CDS, Sérgio Minas, o socialista Francisco Garcia lembrou que “neste concelho quem andou sempre ligado à igreja foi o PSD”. “O PSD na pessoa do Senhor Presidente da Câmara e do senhor vice-presidente é que carregavam os andores católicos, não falhavam. Destes executivos não tenho conhecimento que nenhum elemento ande a transportar andores ou em festividades religiosas. O CDS já devia ter memória que quem foi de beija mão ao Clero foram os seus governantes”, referiu. Já “quanto às verbas (do subsídio) são perfeitamente fiscalizáveis e equitativas”, esclareceu Francisco Garcia.

Também Rui Monteiro, do PS, saiu em defesa do executivo municipal. “Não há nenhum subsídio que seja concedido que não tenha um protocolo que o formalize e que determine qual o seu objetivo e que preveja a sua sindicância. Vir aqui apelar à maior transparência, quando não houve a tentação de perguntar como funciona não fica bem”, afirmou

Carlos Maia, presidente da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, numa intervenção inflamada, em que criticou “o blogue de dois ou três despeitados”, incentivou o presidente do Município para que “continue em frente”. “Nós estamos de cara bem levantada. Os oliveirenses bem nos conhecem e sabem bem qual a nossa postura e qual é a nossa prática”, sustentou.

Também a presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, Dulce Pássaro se posicionou acerca desta matéria. “Daquilo que eu conheço que é o escrutínio a que está sujeita a disponibilização de dinheiros públicos, de há uns anos a esta parte, e não foi sempre assim, não há espaço para favorecimentos”. “Eu conheço o caráter do professor José Carlos e do seu executivo. Ele não é tolo, nem ingénuo e é um político experiente. Ele não ia agora fazer uma coisinha de disponibilizar uns dinheiros que não pudesse fundamentar. Percebi logo que era uma manobra política, própria do período em que estamos a entrar”, considerou.

Nota: Restantes audios ainda em processo de carregamento.

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