Praia Fluvial de Avô vai estar recuperada “o mais rapidamente possível”


O arranque da época balnear está a ser marcado, no concelho de Oliveira do Hospital, pela falta de condições para banhos na conhecida praia fluvial de Avô,…

… que por indicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) se encontra “interdita”.

A situação decorre dos efeitos causados pelo grande incêndio de 15 de outubro e, muito em particular, da “enxurrada” ocorrida no mês de junho e que provocou o arrastamento de cinzas e outros inertes para a zona da praia fluvial.

A interdição de frequência daquele espaço está, por isso, a gerar polémica entre os avoenses e gentes da região, habituais utilizadores daquele complexo balnear, de que faz parte a Ilha do Picoto. José Francisco Rolo, vice-presidente do Município de Oliveira do Hospital, em declarações à Rádio Boa Nova, considerou que é preciso que as pessoas percebam o que aconteceu em Avô: “há um mês estávamos a preparar o processo para o início do processo balnear, mas veio uma enxurrada e a praia foi inundada de cinza, terra, lodo e cascalho”. O estado em que ficou a zona da praia fluvial, constitui uma situação de “perigo” para os banhistas, que se “podem enterrar” no leito do rio. José Francisco Rolo dá conta da preocupação do município em encontrar “uma solução” para a praia fluvial de Avô que, ano após ano e fruto das intempéries, obriga a um investimento de “50, 60 ou 70 mil Euros” em trabalhos de recuperação. “O Município já investiu mais de um milhão de Euros”, adiantou.

À Rádio Boa Nova, o vice-presidente adiantou que a ilha do Picoto e equipamentos de apoio estão utilizáveis, e que a interdição a banhos foi aplicada pela própria Agência Portuguesa do Ambiente, “por motivo de segurança dos banhistas”. José Francisco Rolo informou que está em curso “um procedimento administrativo urgente” para reabilitação da praia fluvial, financiada pelo Fundo Ambiental, por intermédio da APA. Esta era uma intervenção que já estava prevista no âmbito de protocolo assinado pelo Município oliveirense para investimento na rede hidrográfica do concelho (450 mil Euros financiados a 100 por cento), mas que no caso de Avô se revelou mais premente, pela enxurrada de há um mês. O vice-presidente adiantou que a intervenção na praia fluvial deverá “iniciar o mais brevemente possível”, estimando que tal aconteça no decorrer deste mês de julho. O objetivo é devolver a praia, que é “um ex-libris de Avô e do concelho” ao “uso dos banhistas”.

Fotos: Amigos da Vila de Avô (facebook)