Lesado pelo incêndio expõe oliveiras ardidas em protesto pela falta de apoios
15 Maio, 2018 1485 Views

Lesado pelo incêndio expõe oliveiras ardidas em protesto pela falta de apoios

Hoje, no dia em que faz precisamente sete meses que aconteceu o trágico incêndio 15 de outubro, Luís Miguel Falcão de Brito conta que “ainda nada foi feito” e que está a “vender património para conseguir aguentar o barco”.

Produtor agrícola e florestal do concelho de Oliveira do Hospital, Luís Miguel Falcão de Brito apresenta, em redor da sua habitação, uma exposição de oliveiras, tal e qual “como ficaram depois da passagem do fogo”. A iniciativa surge “para ninguém se esquecer do que aconteceu” e como homenagem às vítimas do incêndio. “É também um tributo às vítimas mortais e a toda a gente que sofreu na região”, contou o produtor, notando que a mostra “não ambiciona ser nenhuma obra de arte”, mas pretende “despertar consciências e para que toda a gente perceba que a situação é dramática”.

O aspeto que mais suscita curiosidade e admiração são as placas que se encontram junto destes “restos” de oliveiras. “Autoria de Constança Urbano de Sousa”, “Conservador Capoulas dos Santos” e “Conservadora Assunção Cristas” é o que se pode ler nessas mesmas placas. “Há relatórios e os relatórios são perfeitamente claros de quem é a culpa do acidente, de toda esta tragédia”, afirmou Luís Falcão de Brito.

“A ex-Ministra da Administração Interna não foi capaz de liderar a sua equipa”, explicou o empresário, referindo que, a seu ver, Constança Urbano de Sousa foi “incompetente, frágil e ridícula”. Os restantes nomes surgem como “pessoas que pretendem manter a situação da mesma forma e que não se faça absolutamente nada”. Na opinião daquele que é um dos maiores produtores de azeite do concelho, o Azeite do Cobral, a presidente do CDS-PP “está apenas preocupada com Pedrogão”, afirmando mesmo que o incêndio que assolou Oliveira do Hospital “foi centenas de vezes maior do que” o que ocorreu em junho do ano passado.

 

Com prejuízos a rondar os 300 mil euros no seu olival e um milhão de euros a nível florestal, Luís Falcão de Brito mostra-se indignado pois as ajudas são “absolutamente nenhumas” e “ainda nada foi feito”. “As candidaturas foram aceites por valores ridículos, portanto não é possível fazermos nada com os valores que nos foram atribuídos”, revelou.

 

Passados sete meses após o fogo, Luís Falcão de Brito encontra-se a “vender património para conseguir aguentar o barco”, afirmando que, somente “daqui a 50 anos” voltará a produzir a quantidade que produzia antes da tragédia.

Beatriz Cruz (jornalista estagiária)

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